12 de fevereiro de 2013

Voltar pra você





Sei que já é tarde da noite, mais continuo deitada em minha cama, enrolada no meu edredom florido e olhando para o teto do meu quarto. O nosso último encontro não me sai da mente. Já tentei dormir ou pensar em outras coisas, mais todas as minhas tentativas são vãs.


Como alguém conseguiria pregar os olhos depois de ter passado o dia e a noite com aquele que seria o amor da sua vida? Lembrar nossos momentos juntos me trás todos os sentimentos e sensações à tona novamente.


Você me deixando em casa lá pelas 23 horas, o frio costumeiro, você me oferecendo o blusão preto que estava vestindo... Poderia ter recusado me fazendo de durona e dizendo que não estava sentindo frio, mais nunca nessa vida eu rejeitaria uma gentileza assim da sua parte e pensando bem, eu ia adorar ficar com o seu cheirinho.


Andávamos sem pressa, enrolávamos o máximo que podíamos. A verdade é que só queríamos prolongar esse nosso momento juntos. Ríamos durante o caminho todo, falávamos de assuntos que pra muitos não teriam a menor graça, mais para nós dois a opinião de terceiros não tinha a menor importância.


Confesso que quando chegamos ao portão da minha casa, me bateu uma tristeza. Não queria de maneira nenhuma dizer adeus, eu queria estar com você, ter sua companhia. Eu já estava com a chave da porta em minhas mãos, não queria fazer barulho pra não acabar acordando minha família.


A escuridão atrapalhava minha visão, eu te chamei pra perto e disse “xiiiiii”, pressionando meus lábios com meu dedo indicador. Você se aproximou pensando que eu fosse te dizer algo importante, mais eu não disse palavra alguma, te dei um beijo. Um beijo leve, beijo dado por quem tinha medo da distância, beijo dado por mim, que achava que não teria outra oportunidade.


Jamais vou me esquecer daquele momento, de você se escorando no carro que tinha na garagem da minha casa, dizendo que o beijo que eu te dei tinha meio que dado fraqueza nas suas pernas e que você sentia frio na barriga. Escorriam lágrimas dos seus olhos e você estava de cabeça baixa, tentando evitar que eu te visse assim, fragilizado.


Compartilhávamos dos mesmos sentimentos. Também chorei. Chorei porque te amo, porque não é justo pessoas que se amam ficarem distantes. Não é justo eu ficar longe de você, ainda mais agora que estamos apaixonados!


Você viu meu desespero e o quanto isso tudo me abatia. Segurou minhas mãos, me puxou pra perto, me envolveu com seu abraço e disse olhando nos meus olhos que eu era tudo o que você sempre sonhou e o quanto me amava. Naquele momento eu senti que distância alguma mudaria nossos sentimentos, não importava onde fossemos.


Ouvir isso tudo de você, saber que me esperaria e que nós viveríamos a nossa história de amor foi tão reconfortante, me deu esperança. Um “eu amo você” é pouco pra expressar o que eu sinto. Eu estou aqui, sem conseguir dormir, olhando para o teto do meu quarto e reprisando na minha mente as nossas cenas, como uma forma de reviver tudo aquilo de novo. Não é assim que dizem: “recordar é viver”?


Vou embora, na certeza de que quando eu retornar, você vai estar na rodoviária ansioso por me abraçar, louco pra me dar um beijo e para dizer que você contava os dias e as horas para me ver.


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